BEMPOSTA

PELOURINHO

DE

BEMPOSTA

DE

MOGADOURO

 

 

 

Dados da Monografia de Bemposta
de José Pereira e Manuel Fernandes

 

 

 Protecção - IIP,

 

Dec. nº 23 122, DG 231

 de 11 Outubro 1933

 

 

 

Os pelourinhos, na historiografia nacional, têm sido normalmente associados a um acontecimento histórico, no entanto, não poderemos esquecer o seu valor artístico.

    Estes monumentos, que eram colocados num lugar público, estavam ligados à concessão de foral.

    Esta carta foral, outorgada por um monarca, concedia aos habitantes de uma localidade, privilégios em matéria de organização política, social e jurídica.

    Era também utilizado como um instrumento do direito foral e aí eram feitos os julgamentos e mais tarde, “ local do costume”, onde eram colocados éditos e alvarás.

    A sua estrutura é constituída por uma plataforma, uma base, uma coluna e um remate. Neste último elemento concentram-se essencialmente os motivos decorativos Na sua construção eram utilizadas matérias primas da região.

    - O pelourinho de Bemposta (foral de 1512) é em granito e é um dos mais simples no estilo “pinha”. Tem uma base circular assente sobre dois degraus quadrangulares. Fuste cilíndrico, formado por duas pedras de alturas desiguais, com um escudo das armas de Portugal, na parte superior. Capitel em forma de quatro “braços” e pinha cónica. Está em bom estado de conservação e pode ser visitado.

     O pelourinho da Bemposta terá sido erguido na sequência do foral manuelino, de acordo com a sua tipologia, e principalmente pela comparação feita com outros monumentos semelhantes no mesmo concelho, nomeadamente o de Azinhoso, com alguma decoração primo-quinhentista. (1)

 

As Forcas

     Se muitos dos pelourinhos serviram de forca, está posta de parte, a execução desse suplício, neste símbolo do poder e da autonomia, na aldeia Bemposta.

No entanto também possuía esse instrumento.

     Era comum, esta forma de exercer a justiça, ser num local arejado e alto, para ser visto e servir de exemplo a outros. Ainda, hoje, existe a toponímia do “ Cabeço das Forcas”, junto à aldeia, onde se localiza, actualmente, o depósito de abastecimento de água.

     Contudo  por determinação de D. Dinis, quem prestasse falsas declarações em tribunal, deveria ser conduzido até junto do pelourinho, e lhe fosse cortada a língua.  

 

 (1) Malafia, E. B. de Ataíde "Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral" Lisboa 1997

 

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